quarta-feira, dezembro 25, 2013

Críticas Natalinas '13: Hobbits, Titãs, e Regenerações...



Como sempre digo, natal rima com an*l. Isso não muda. E nem o free talk dessa época.

Mas ainda assim, ainda mais revoltante do que eu ter postado tão pouco nesse ano, é o pessoal que não tem o que dizer e fala besteira. Recentemente tenho visto muitas opiniões de merda por aí. Do nada apareceu uma moda de reclamar apenas por reclamar, sem uma razão plausível, ou pelo menos, uma que justifique a crítica em si sem ser querer aparecer. Vocês sabem, ao estilo do Homer Crítico. Um estilo murrinha e escroto de crítica que supera o simples haterismo. Discursos feitos por gente que tentam avaliar um tópico de acordo com o seu próprio "ponto de vista", porém não entendem nada e esquecem a metade.

De cabeça me lembro de dois casos em especial que vale a pena citar rapidamente. 




O primeiro, mais recente, envolve o segundo filme d'O Hobbit. Praticamente a maioria dos podcasts geeks que ouvi nesta semana malharam além da conta o filme. Mas, por outro lado, 99% dos conhecidos e amigos que já foram ver o filme tiveram uma opinião BEM diferente. Eu não fui ver ainda (e nem tenho a menor intenção de fazer isso), mas pelo menos a maioria dos meus conhecidos viu apenas um filme blockbuster de meio de trilogia. Alguns sacam que a culpa das falhas e da presepada de fazer tantos filmes dum livro só nem é do Peter Jackson, mas sim da produtora e distribuidora. E ainda malham o cara de Judas por ser pau-mandado do estúdio. Claro, pois vai que enfiam o Zack Snyder no lugar dele...

PODE SER que no fim das contas o fim da trilogia melhore um pouco as coisas, ou não. Mas a maioria das criticas que vi me pareceu...estranha. Difícil falar sem ter visto o filme, mas é fácil de notar quando as críticas são em cima de expectativas mais pessoais do que seria saudável se ter pra um reviewer...



O outro caso é um pouco mais antiga, de alguns meses antes. Não lembro agora se foi no Twitter ou no Facebook, mas tive um pequeno debate com um colaborador de um site de respeito no nosso meio sobre a publicação de Shingeki no Kyojin aqui no país. Não foi uma briga, mas achei...estranho.

Posso estar esquecendo de um ou outro detalhe de como foi essa discussão, mas o argumento dele contra a vinda de SnK pra cá era pela "arte do Hajime Isayama ser fraca". Eu retruquei dizendo que ela era ao menos adequada pra história, nem mais nem menos. A parte que me incomodou foi a réplica dele, argumentando que "por trabalhar com arte gráfica e visual, tinha todo o embasamento pra afirmar que era um erro". Foi aí que eu disse que "o povo não iria comprar o mangá pra analisar a estética do traço, mas por causa do todo". A discussão findou aí. Eu concordo que a arte, pra uma história que sai numa revista mensal, podia ser MUITO mais elaborada. Mas SnK conseguiu compensar no resto.

 O que eu achei inadequado, e me incomodou bastante, foi ele tentar algo parecido como um "carteiraço" de profissional na área como base pra reforçar o próprio argumento...na boa, não gostei.

Bem, esse estilo estranho de crítica e meios de ter vantagem em discussão meio que vem me incomodando MUITO de uns tempos pra cá. Talvez eu volte a falar disso mais pra frente. Ou não.

Como de costume, não posso esquecer esta bela canção para está época...

Ah, não dá pra esquecer que hoje, o Décimo Primeiro Doutor nos deu adeus. E por isso, vale a pena lembrar do seu momento mais memorável e poderoso...


E ele agora tem rins novos...

Seja como for, ainda tem mais uma semana deste ano. Tem tempo pra mais umas coisinhas ainda, como talvez algum post mais focado em alguma coisa...por hora, é allons-y! :3

PS: Já tão em dia com Kamen Rider Gaim? Agora é um ótimo momento pra uma maratona!

Um comentário:

Ale Nagado disse...

Salve, Mr. Soma.

Esse lance da crítica é muito pertinente. Parece que quanto mais de nicho é a crítica, mais ranzinza, mais baseada em expectativas irreais e movida a gostos pessoais e não a conceitos em perspectiva.

Claro que nem todos são assim, e acho que nem a maioria é. Mas é uma minoria barulhenta, que tenta se impor, como disse, na carteirada. Até deixei de seguir no Twitter um amigo que vivia postando coisas como "tem que ser muito idiota pra engolir os furos de roteiro de tal filme", ou "só sendo bobo pra cair nessa história e blá blá blá". o recurso final é ofender a inteligência da pessoa que discorda.

Enfim, achei legal ter postado isso porque andei esboçando um artigo onde comento sobre as armadilhas do pensamento nostálgico, uma das grandes causas da ranhetice de grande parte da crítica especializada.

Abraços e bom 2014!