terça-feira, dezembro 31, 2013

The Five Fabulous: os Cinco Animes Mais Importantes de 2013!


AHÁ! Pra compensar os poucos posts este ano, uma coisa que não costumo fazer: uma lista dos animes mais relevantes do ano! Sim, isso mesmo...só que vou fazer isso DAQUELE jeito que vocês esperariam de mim. Afinal, igual que nem eu, só eu, certo? :3

O esquema é o seguinte: primeiro de tudo, não tem classificação (primeiro, segundo, etc) nem ordem específica. Eu descreverei também o que esse anime trouxe de interessante pra esse ano. Como sempre, estou me lixando com posições no MAL, resenhas de outros blogueiros e outras farofas: vale o que EU achei e o que a série tem de bom de modo bem geral, com argumentos praticamente irrefutáveis. Sim, pra variar, isso vai deixar muita gente PUTASSA comigo. Nada fora do normal...

OK, sem mais delongas, vamos a eles!


Shingeki no Kyojin/Attack on Titan

Principal Mérito: Popular com o público NÃO otaku.

É fato incontestável de que SnK faz sucesso com o pessoal que nem tem muito interesse em animes, ou sequer faz idéia do que seja essa porra de termo. E isso torna ele sem dúvida o mais bem sucedido do ano. E é engraçado como tem hater se remoendo pra tentar achar um meio de "negar" o sucesso do anime, atacando a arte do mangá, por exemplo. Oras, que eu me lembre o traço de Yu Yu Hakusho e Hunter x Hunter é uma bosta mal-acabada também e não influi na fama dos dois mangás...

Seja como for, SnK conseguiu muito sucesso (que poderia ser MUITO maior se o Crunchyroll já tivesse liberado o anime pro público daqui...). Foi uma das hashtags mais usadas no Japão este ano. Motivou MUITOS fanworks, de vários nichos da subcultura otaku. Não há o que negar disso, ponto.

O enredo e ambientação também o tornam mais palatável ao grande público. A história apocalíptica, que tem algumas semelhanças de leve com a série The Walking Dead (onde a civilização humana também está bem f*dida) e a ambientação mais "globalizada" (a única japonesa até o momento é a Mikasa, e provavelmente mestiça) deixaram muito mais fácil a identificação. O mesmo sentimento de que estão todos f*didos de TWD permanece em SnK e também trás uma carga bem dramática. Claro, que ao contrário dos zumbis do seriado baseado nos quadrinhos de Robert Kirkman, a origem dos titãs é um ponto de interesse e mistério. E sem contar os personagens, mesmo aqueles que não sobrevivem o bastante...

Um ponto curioso: Eu já acompanhava o mangá faz um bom tempo, mas não quis assistir o anime durante a exibição dele. Mas me divertia com as reações do público com as baixas nos personagens da história. É tipo aquele prazer sádico de ver as reações de quem nunca leu os livros e não sabia do que se tratava o Red Wedding em Game of Thrones...e ver o evento na série. Ehehehe...

...sem contar que Guren no Yumiya é ....


...praticamente...



...o novo "tema do Guile", pois combina com TUDO!



Bem que o Crunchyroll podia liberar esse duma vez, assim como o próximo da lista...



Jojo Kimyou na Bouken/Jojo's Bizarre Adventure

Principal Mérito: Shounen FODA DE VERDADE!

Simplesmente o mangá com as lutas mais fodas EVER! Não é de graça que é o segundo mangá mais longo da Jump (perdendo apenas pra Kochikame). Hirohiko Araki sempre soube não apenas criar personagens exóticos com poderes ainda mais incomuns, mas soube desenvolver embates entre eles de alto nível técnico, em que a inteligência vale mais do que poder bruto. Em vez de raios que explodem planetas, habilidades que modificam o paradigma da realidade são o que ditam as regras do jogo, e como confrontar esses poderes extremamente apelões torna os embates de Jojo os mais estratégicos de TODOS os mangás da Jump. Sim, de todos, todos...TODOS!!!

Não apenas os combates são ótimos, o carisma dos personagens se destaca absurdamente. Nem tanto no primeiro arco, Phantom Blood (excetuando-se o Dio e claro, o Speedwagon), mas a coisa melhora muito em Battle Tendency. Não só o fanfarrão do Joseph (que não podia ter dublador mais perfeito pra ele do que o Tomokazu "Gintoki" Sugita), mas todos os principais, heróis e vilões são dignos de lembrança.



Claro que isso foi muito bem transcrito do mangá pro anime não só pela adaptação excelente de roteiro da Yasuko Kobayashi (que também adaptou Shingeki no Kyojin, vale citar), mas pelo esmero da David Production, que se puxou pra transcrever o clima estiloso metal farofa tão foda do mangá, abusando bem de pequenos detalhes como as onomatopéias, que são parte da arte do mangá mas tem seu charme. Enquanto a Warner f*de seus filmes de super-heróis tentando enfiar "realismo" e nos tascando bosta de vaca como TDKR, a David Production abraça o fato de Jojo ser um mangá o tempo todo. O resultado final é um anime que agrada muito de ver que o pessoal do estúdio tem verdadeira paixão pelo long-runner de Hirohiko Araki. O capricho transparece na produção e dá gosto de ver isso!

Em TUDO Jojo foi bem feito, e isso inclui a OST!


 E agora com a confirmação da adaptação de Stardust Crusaders pra abril, o fandom vai pegar fogo, já que é o arco mais icônico e memético de Jojo (ainda que não seja o melhor)...

...e falando em fandom, tivemos algo MUITO representativo dele...


Watamote/Watashi ga Motenai no wa dou Kangaetemo Omaera ga Warui

Principal Mérito: ter dado um CHUTE NO SACO de muito "otaco" por aí.

Watamote realmente incomodou muita gente. Antes, a imagem de otaku era mais "aceitável" tipo a Konata de Lucky Star, ou o Keima de TWGOK. Só que a Tomoko é a versão mais condizente com a verdade desse arquétipo. Imediatamente caiu a ficha de muito bebedor de Mupy que se sentiu incomodado em ter jogado na cara o quanto a postura de um otaku é aos olhos das pessoas mais comuns, tipo o resto da família. Levar no meio da fuça a revelação de que ser um otaku não parece tão legal aos olhos dos outros é algo razoavelmente corriqueiro, só que isso vindo de um anime, direto da "Grande Nação Japonesa"(by Mara do MdoM), foi um golpe que doeu na alma de muitos.



Essa seria uma ÓTIMA representação, creio eu...


Geralmente quem costuma assistir algo tentando se por no lugar do protagonista teve esse mal-estar porquê a Tomoko toma muita, mas MUITA atitude de merda. A culpa bateu forte pra muita gente. E muitos não conseguem ser confrontados com seus próprios defeitos e falhas facilmente. Grande parte da comédia de Watamote vem das situações de Fremdschämen que a Tomoko se mete e acaba merecidamente se fodendo no processo. Pra quem consegue superar essa mania de "primeira pessoa", acabam-se os problemas.

Se bem que a idéia mais imbecil da Tomoko foi a de querer virar puta pra ser popular...



Se bem que eu pensei em OUTRO tema musical pra esse episódio...


Anyway, vale destacar a Izumi Kitta, dubladora da Tomoko, que faz a Misaki em Cardfight Vanguard, que mostrou MUITO talento. Pra mim ela realmente se divertiu sadicamente dublando a infeliz fudida da Tomoko...Me provem o contrário que eu até pago um refri!

Claro que a Tomoko não tem a menor chance de ser uma personagem heróica. Mas quem sabe em NOVOS moldes de heróis?


Gatchaman Crowds

Principal Mérito: Contextualizar o conceito de "super-herói" na era da conectividade.

Uma coisa que tem que ser deixada MUITO clara sobre a Tatsunoko: Eles sempre fizeram super-heróis de acordo com o contexto da era em que surgiram. Não interessa o que meia dúzia de Komenínguem tipo peLancaster ou Onodera falem, o Gatchaman daquele tempo NÃO funciona hoje. E ninguém gostava o bastante do anime (que passou como G-Force/Batalha dos Planetas por aqui) pra se importar. Desde The Soultaker que a Tatsunoko vem experimentando em criar heróis pra estes tempos. Karas foi um original dos bons, Casshern SeiyaSins foi uma puta releitura ótima e eles resolveram estraçalhar com Crowds. E pegaram uma parada interessante: as redes sociais como um elemento importante.

Não preciso dar lição a respeito: nestes tempos de redes sociais, quase nenhuma informação fica restrita por muito tempo. Todos compartilham, todos divulgam para os outros. Num contexto como esse, encaixar os Gatchaman clássicos seria IMPOSSÍVEL, ponto. A solução foi pegar a mesma abordagem da Toei com os Kamen Riders: encaixá-los com um conceito plausível nessa realidade conectada, mantendo referências com a fonte original. E realmente foi uma das melhores inovações com o gênero de super-heróis que tivemos. É bem análogo a Tiger & Bunny, sendo que este se encaixava no contexto de reality shows.

Sim, e temos a Hajime. Precisava citar, eh? Tem no Crunchyroll. Vá e assista!
Gatchaman Crowds funcionou tão bem que vai ganhar segunda temporada em 2014. Prova melhor do que essa estou pra ver. E assim como Jojo, o último da lista vai atravessar o ano... 




Kill La Kill

Principal Mérito: Prova que o time de Gurren Lagann mantém o legado sendo original


O Trigger foi formado da nata do time que fez o clássico da Gainax. E provou que consegue fazer algo tão ou mais badass que GL sem cair no erro de um Bee Train da vida de requentar trocentas vezes o Noir. E sem apelar pra self-inserts emos onanistas que nem o Hideaki Anno em Eva!

Eu nem precisava falar muito de Kill La Kill, então vou fazer o mais fácil: apelar pra Mako!



Não preciso dizer mais nada. E tem no Crunchyroll também!


Isso fecha a lista. Não tá 100% acertada pela correria, mas faço uns patches no meio tempo.

Por hora, até o ano que vem! Allons-y!




quarta-feira, dezembro 25, 2013

Críticas Natalinas '13: Hobbits, Titãs, e Regenerações...



Como sempre digo, natal rima com an*l. Isso não muda. E nem o free talk dessa época.

Mas ainda assim, ainda mais revoltante do que eu ter postado tão pouco nesse ano, é o pessoal que não tem o que dizer e fala besteira. Recentemente tenho visto muitas opiniões de merda por aí. Do nada apareceu uma moda de reclamar apenas por reclamar, sem uma razão plausível, ou pelo menos, uma que justifique a crítica em si sem ser querer aparecer. Vocês sabem, ao estilo do Homer Crítico. Um estilo murrinha e escroto de crítica que supera o simples haterismo. Discursos feitos por gente que tentam avaliar um tópico de acordo com o seu próprio "ponto de vista", porém não entendem nada e esquecem a metade.

De cabeça me lembro de dois casos em especial que vale a pena citar rapidamente. 




O primeiro, mais recente, envolve o segundo filme d'O Hobbit. Praticamente a maioria dos podcasts geeks que ouvi nesta semana malharam além da conta o filme. Mas, por outro lado, 99% dos conhecidos e amigos que já foram ver o filme tiveram uma opinião BEM diferente. Eu não fui ver ainda (e nem tenho a menor intenção de fazer isso), mas pelo menos a maioria dos meus conhecidos viu apenas um filme blockbuster de meio de trilogia. Alguns sacam que a culpa das falhas e da presepada de fazer tantos filmes dum livro só nem é do Peter Jackson, mas sim da produtora e distribuidora. E ainda malham o cara de Judas por ser pau-mandado do estúdio. Claro, pois vai que enfiam o Zack Snyder no lugar dele...

PODE SER que no fim das contas o fim da trilogia melhore um pouco as coisas, ou não. Mas a maioria das criticas que vi me pareceu...estranha. Difícil falar sem ter visto o filme, mas é fácil de notar quando as críticas são em cima de expectativas mais pessoais do que seria saudável se ter pra um reviewer...



O outro caso é um pouco mais antiga, de alguns meses antes. Não lembro agora se foi no Twitter ou no Facebook, mas tive um pequeno debate com um colaborador de um site de respeito no nosso meio sobre a publicação de Shingeki no Kyojin aqui no país. Não foi uma briga, mas achei...estranho.

Posso estar esquecendo de um ou outro detalhe de como foi essa discussão, mas o argumento dele contra a vinda de SnK pra cá era pela "arte do Hajime Isayama ser fraca". Eu retruquei dizendo que ela era ao menos adequada pra história, nem mais nem menos. A parte que me incomodou foi a réplica dele, argumentando que "por trabalhar com arte gráfica e visual, tinha todo o embasamento pra afirmar que era um erro". Foi aí que eu disse que "o povo não iria comprar o mangá pra analisar a estética do traço, mas por causa do todo". A discussão findou aí. Eu concordo que a arte, pra uma história que sai numa revista mensal, podia ser MUITO mais elaborada. Mas SnK conseguiu compensar no resto.

 O que eu achei inadequado, e me incomodou bastante, foi ele tentar algo parecido como um "carteiraço" de profissional na área como base pra reforçar o próprio argumento...na boa, não gostei.

Bem, esse estilo estranho de crítica e meios de ter vantagem em discussão meio que vem me incomodando MUITO de uns tempos pra cá. Talvez eu volte a falar disso mais pra frente. Ou não.

Como de costume, não posso esquecer esta bela canção para está época...

Ah, não dá pra esquecer que hoje, o Décimo Primeiro Doutor nos deu adeus. E por isso, vale a pena lembrar do seu momento mais memorável e poderoso...


E ele agora tem rins novos...

Seja como for, ainda tem mais uma semana deste ano. Tem tempo pra mais umas coisinhas ainda, como talvez algum post mais focado em alguma coisa...por hora, é allons-y! :3

PS: Já tão em dia com Kamen Rider Gaim? Agora é um ótimo momento pra uma maratona!