quinta-feira, dezembro 29, 2011

Arremates Finais de 2011 (Ainda Que Na Correria...)


 Hora de arrematar o ano. Sim, desta vez escrevo adiantado, pois estou totalmente ferrado com estudos e trabalho. Não tenho muito a dizer, mas vou comentar as três coisas que achei mais de nota neste ano. COUNT THE MEDALS!


1. Puella Magi Madoka Magica: Já falei pra cacete disto por aqui, e no JCast. Bem, quase todo mundo falou de Madoka. Foi uma lição praqueles que acham que podem prever o que pode ser de uma série sem ao menos ver. Disparado o melhor anime de 2011. Sim, melhor do que Steins Gate e Fate/Zero. E acho Persona 4A melhor do que os dois. Afinal, a mídia original de P4A é bem mais complicada de se fazer adaptação boa do que as dos animes citados. Mas eu gostei de ambos, não se enganem. Mas Madoka arrebentou, sem dúvida. Mas ainda é cedo pra responder se ele será um clássico como Evangelion ou outros...MAMI-CWAAAN!!!^^


2.Kaizoku Sentai Gokaiger: A série que me fez assitir Super Sentai, e devolver o respeito por esse tipo de tokusatsu. A Toei evitou todas as cagadas cometidas em Kamen Rider Decade e entregou um fanservice pra lá de absurdo. Sinceramente, todo mundo deveria ver essa série. Melhor dizer, vejam duma vez! E Shinkenger também. Só não falei mais dela aqui por falta de tempo...mas isso se resolverá. Gokai Change!


3. The King of Fighters XIII: o Retorno do Rei. Enfim um game que faz jus a fanbase que aguardava algo digno. Um jogo que não deixa nada a dever em relação aos medalhões como Super SF4 AE e UMVC3. O problema a o netcode que ainda não tá bom, mas eles estão vendo isso. E do jeito que a comunidade de FGs tá adorando o game, as coisas parecem muito promissoras. E Iori sem fogo ainda é legal, acreditem!

No mais, é isso, Vejo vocês ano que vem. E qualquer coisa, tô no Twitter, claro. E vou tentar trazer o Meta Sekai do túmulo em breve, se tiver tempo.

Não se preocupem, o mundo não acaba antes que o último capítulo do One Piece saia. Eu não vou deixar^^

E pra entrar o ano bem na manha: 



Até lá (ou seja, semana que bem). E com coisas preparadas...^^

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Gift de Fim de Ano 2011: RKGKMDK (Madoka Magica Doujinshi)!


Meus leitores conhecem meu discuso: Natal é um c*, ainda mais se você trabalha no comércio. Mas como sempre, taqui um presentinho pra vocês: um doujinshi de Madoka que é um artbook não-oficial, feito pela própria Aoki Ume. RKGK é um anagrama pra "rakugaki", ou rascunho. É uma coleção de ilustrações com algumas páginas de mangá. É algo simples, mas bem interessante. Ainda mais que tem um extra pros KyouSaya shippers de plantão...


Fiz essa tradução hoje, sacrificando metade do meu sono, então é melhor que vejam isso!

E não dá pra deixar passar o melhor tema de natal da história:


Velho mal humorado do cara***...


Mas tem horas que ele leva o que merece!


Antes que eu me esqueça; fiz uma conta no Formspring. Então, quem quiser me fizer perguntas que fique a vontade. Mas já aviso que pergunta cretina leva respota de acordo...afinal, segundo alguns, eu sou o "Pereio da blogosfera otaku", certo?

sábado, dezembro 17, 2011

Canonizando a Divindade de Tezuka [#TezukaDay]


Osamu Tezuka. Ele foi um véio foda pra caralho. Isso é fato e não há discussão a respeito. Mas já pararam pra refletir por quê picas ele é chamado de “Deus do Mangá”?

Eu não estou falando da definição da Wikipédia e do que o resto do pessoal participando do Tezuka Day fala, como a inspiração vinda do Disney, Max Fleischer e da Terry Toons, ele ser amigo do Maurício de Souza, ou o soco que ele tomou de um militar dos aliados que o inspirou a criar o Astro Boy. Não. Eu me refiro o que pode fazer com que chamemos esse tiozinho simpático de “Deus do Mangá”.

A Reverse Trap primordial!

Quando dizemos que Tezuka “criou” o que chamamos de atualmente de mangá, é por que ele definiu os rumos que as coisas tomariam a partir daquele momento. Já existiam quadrinhos lá, claro. Mas o tio Tezuka deu aquele “plus” que faltava pra dar a identidade própria que conhecemos hoje do mangá, em que botamos o olho e já identificamos. Mas o ponto de interesse aqui é que, ao contrário do que muitos pensam, ele praticamente trabalhou com todos os gêneros de mangá.

Vou escrever de novo: Tezuka trabalhou com QUASE TODOS OS GÊNEROS DE MANGÁ. Ele fez de TUDO UM POUCO!

Praticamente todas as ambientações e temas que ele pode tratar ele tratou, e de várias formas. Ficção científica (Astro Boy), ação sobrenatural (Dororo), fantasia (Ribon no Kishi), drama (Black Jack), histórico (Adolf), biografias (Buda) e mesmo erótico (Cleopatra), sem falar de outros... bem, é complicado falar de um muitos deles, ainda mais que a obra completa dele conta com 700 mangás.

Sim, SETECENTOS mangás diferentes, com mais de 150 mil páginas desenhadas durante a vida dele. E a maioria ainda é desconhecida fora do Japão.  

Isso seria legal...


Sempre me dá um aperto no coração de lembrar que suas últimas palavras foram “Eu te imploro, me deixe trabalhar”, ditas quando uma enfermeira tirou dele seus materiais de desenho para que ele pudesse descansar um pouco, quando estava no hospital (inicialmente eu não iria participar do Tezuka Day, mas quando eu me lembrei dessas palavras mudei de ideia na última hora...). Pois bem, ele fez tudo que é tipo de história e não parava de trabalhar nem na hora da morte. Se isso não é ser foda pra mim então o mundo está MUITO errado atualmente...

Mas tem uma lição dessa versatilidade de trabalhar com tudo que é tipo de gênero que eu aprendi cedo e que é uma boa chance pra que outros tomem vergonha na cara pra aprender também. Bem, Tezuka literalmente atirou pra todo lado, fazendo histórias de vários tipos, e certamente sabia que elas não seriam todas digeridas pelos fãs igualmente. Ele não se focou apenas para um só público. Mas ele escreveu e desenhou cada uma com o mesmo empenho.

O ponto aonde quero chegar é: pra que tem tanta pegação no pé de obras que não tem nada a ver uma com a outra? Há certos indivíduos que implicam com obras que são para um público-alvo diferente do deles. Pra quê essa frescura? Não há necessidade de se crucificar um anime ou mangá se ele não está no seu gosto. Nem todo mundo quer saber de uma história profunda ou só ver isso. Olhem pro remake de Astro Boy como um exemplo: há uma boa história envolvendo todo o “complexo de Frankenstein” entre humanos e robôs, mas ele funciona também apenas como um desenho de ação e mais nada.

Muita gente devia parar de encher o saco de alguém se ele resolver assistir algo com um enredo profundo como Legend of Galactic Heroes ou sem história e lotado de moe como Boku wa Tomodachi ga Sukunai (curiosidade, andei assistinndo os dois nesta semana)e. Sabem por quê? Tezuka mostrou que tem espaço pra tudo, simplesmente fazendo de tudo um pouco. Mesmo que você não goste, deixe quem gosta em paz. há momentos pra se enterter, pra refletir e pra fazer ambos. Tezuka sabia disso e criou obras pra todos esses tipos de situação. Ele mostra que dá pra ter diversidade na boa. 

E esse seria um DLC de respeito! Desembolsa, Capcom!

Um deus deve ser justo para com todos. Eis a razão de Tezuka ser respeitado por todos, pois ele botou o rumo para todo o tipo de mangá e anime que veio depois dele, sem distinções. Esse sim me parece um Deus que vale a pena ser citado com letra maiúscula. Acchonburike!

(sim, Black Jack é meu mangá preferido dele^^)





Entrei nessa do Tezuka Day meio a la "Eleventh Hour Ranger", mas deu vontade, fazer o quê? Nem quis esccrever muito, pois uma porrada de gente também preparou coisas legais pra esse cara que merece. Acessem a página do Tezuka Day no Facebook pra saber mais, e não se esqueçam de divulgar (ou melhor, spammar) #TezukaDay no Twitter, certo?  Acchonburike!



terça-feira, dezembro 13, 2011

Ensaios-S: Madoka, Yu-Gi-Oh, Dexter & Os Metagames da Ficção!




(Nota: este texto foi escrito há pelo menos uns 4 ou 5 meses...enfim, postado!)

Pois é. Na primeira temporada de 2011 terminou não só Madoka Magica, mas Yu-Gi-Oh! 5D's, fato que deve ter passado despercebido por alguns; após três anos de exibição, esta última foi a melhor série da franquia, sem dúvida. Sim, tem gente que reclamou da premissa que virou até meme (CARD GAMES ON MOTORCYCLES!), mas quem já acompanha tokusatsu, por exemplo, já sabe bem que, por mais ridícula que seja o visual ou a premissa inicial, o que vai determinar se a série é boa será (além dos envolvidos na produção) o modo como ela vai se desenrolar. E 5D's é uma voadora com os dois pés no maxilar do sr. L......., sem dúvida.

Estou certo que muita gente não deve ter entendido quando fiz essa comparação na época que participei duma edição do JCast. Bem, aqui e agora, eu vou aproveitar essa chance para tentar explicar um dos meus conceitos próprios que uso pra analisar uma obra de ficção: o “metagame” que rola no enredo da série. Claro, como é algo meio que uma linha de pensamento minha, pode ser difícil de explicar de uma forma que vocês entendam, mas pelo menos espero que eu consiga explicar como eu consigo acompanhar na boa séries tão diferentes como Madoka e 5D's, colocando as duas como iguais.

Bem, ter em mente que animes servem primariamente como entretenimento ajuda...:P

Primeiro de tudo, vou botar um postulado básico: o termo “metagame” normalmente se refere ao modo como um game em si é jogado. Sim, essa foi a inspiração para o nome do meu (finado) segundo blog sobre hardcore gaming que não é pra gamers hardcore, o Meta Sekai. Pois bem, quando se joga um game de uma forma diferente de apenas esmagar botões do controle e fazer coisas pipocarem na tela, você inconscientemente começa a prestar atenção nas consequências de seus atos dentro do game. Por exemplo: se você estiver jogando Street Fighter, você sabe que se pular de bobeira em cima do Ken, periga tomar um Shoryuken na fuça; porém, fazer o mesmo no Zangief é menos arriscado, pois ele não tem nada tão perigoso quanto o Shoryuken (na verdade ele pode dar um Spinning Lariat, ou um soco forte abaixado, mas é só um exemplo...). Você também sabe que, se você derrubar o Zangief, você não pode ficar muito em cima dele quando ele estiver levantando-se, pois é certo que você vai tomar um Pilão Giratório de graça. Coisas que você aprende, naturalmente, enquanto joga.

Pois bem, o metagame consiste de, não apenas conhecer as regras do jogo, mas saber as atitudes que você pode ou não tomar para que você tenha mais vantagens do que desvantagens seguindo essas mesmas regras. Como estrategista e gamer que sou, foi meio que de forma natural que eu comecei a tentar enxergar como o metagame se desenvolve nos “jogos” que acontecem na ficção. E obviamente, apreciar o desenrolar desses jogos. Quando você sabe as regras, você enxerga a graça na coisa. E desde a adolescência vejo essa graça.

Quais jogos? A disputa de interesses entre os personagens, oras! Já repararam que, muito do que ocorre em certas séries são puro conflito de interesses? Alguém quer uma coisa, e outro alguém quer outra (ou a mesma) coisa, e na maioria das vezes um não vai conseguir o que quer se o outro chegar na frente. Parece um conjunto de regras claras para mim...mas como eu já disse antes, é uma linha de pensamento própria minha, não é estranho que alguns não entendam. E é por isso que eu gosto de dar exemplos. Vamos a alguns então, começando com os animes que citei.

Stardust Dragon - Assault Mode. Versão Moeficada, claro...

O caso mais simples pode ser tirado dos animes pra promover games, como é com Yu-Gi-Oh! 5D's. Pra vocês marmanjos que já esqueceram que foram crianças e não entendem (ou fazem de conta que não entendem), eis a explicação da uma das razões da criançada curtir certos animes pra qual vocês fazem cara de apertadinho, por serem “infantis” (até parece que o resto da população não considera qualquer desenho animado coisa de criança; Pokémon e Death Note dá na mesma pro público normal) ou “comerciais” (como se até o Miyazaki não precisasse lucrar nas bilheterias pra produzir um filme)...Portanto, prestem atenção!

Bem, no caso da franquia Yu-Gi-Oh, o card game em si é bem sólido (ou era, até a chegada dos XYZ Monsters com ZeXaL...)e com regras bem definidas. O anime ilustra bem essas regras, com direito a um pouco de liberdades extras que não existem nas regras (por exemplo, monstros que entram em jogo em modo de defesa o fazem virados para baixo no card game, ao contrário do anime), e como veículo de marketing do card game, ele tem que deixar essas regras claras pra não confundir a audiência. Por isso que nos primeiros episódios, os protagonistas vivem puxando combos mais básicos e usando uma invocação que é seu trunfo (além de apresentar uma nova mecânica de jogo) repetidas vezes, pra que a audiência entenda bem. Foi assim com Judai e sua fusão do E-Hero Flame Wingman, com Yusei e sua invocação Synchro do Junk Warrior, e é assim agora com Yuma e sua invocação XyZ/Exceed do Aspiring Emperor Hope/Utopia. Demonstrações claras e simples, que são costume em muitos games atualmente.

Claro, grande parte da graça são as invocações com aquele baita impacto visual que todo mundo gosta. Shouraiseyo, Shooting Star Dragon!!!



A partir do momento que você sabe as regras do jogo, você começa a apreciar as partidas que acontecem na série. Claro, a forçada de barra mesmo está nas puxadas de cartas milagrosas (Ore no Turn...DRAW!), mas na maioria esmagadora dos casos (salvo cards que tem efeitos bem menos apelões no card game do que no anime), é perfeitamente explicável pelas regras. Ou seja, você aceita na boa, pois esse tipo de coisa (ter um lance de sorte) é justificada pelas mecânicas do card game. E sem saber as regras do game, é justificável que alguém não tenha interesse no anime; eu mesmo só comecei a assistir o anime após experimentar e gostar de jogar as versões para GBA e Nintendo DS, que reproduzem as regras do card game de forma fiel, com novos cards a cada versão anual e listas de cards restritos (para mais equilíbrio de jogo). Pra mim é uma dos três games que são "staples" básicos de um portátil da Nintendo, junto com Pokémon e Castlevania (e como o 3DS não tem nenhum desses, prefiro o PS Vita por hora).

Sim, a Emi é só extra no anime. Mas é melhor uma imagem dela do que uma do Aichi, que caiu nas graças das ilustradoras de yaoi (preciso de um Sonrisal urgentemente...)


Esta também é a minha justificativa (como se eu PRECISASSE de uma) pra eu continuar acompanhando Cardfight! Vanguard, que apesar do anime realmente não ser lá aquela originalidade e ter uma qualidade técnica nada espetacular, o card game original (que é uma variação de Weiss Schwartz) foi algo que achei bem interessante. Obviamente que estamos no aguardo de uma versão pra consoles do card game...dane-se se o anime não é uma obra de arte, o jogo é o ponto de interesse; além dele (o card game) ter um ótimo design, os duelos são bem escritos. E no ponto atual do anime as partidas estão mais elaboradas e interesantes, apesar do protagonista me irritar bastante...ou não mais, considerando os recentes acontecimentos...

Bem, esse é um exemplo de um game normal dentro de uma obra de ficção. Mas o ponto aonde quero chegar é que o “metagame” ao qual me refiro não precisa ser em cima de um game, mas na própria trama, o desenrolar do enredo em si. Como eu já disse antes, uma disputa de interesses entre dois personagens pode ser o cenário pra existir um metagame que seja interessante de se acompanhar...

Agora, explicando as comparações com Madoka Magica...bem, é bem provável que muita gente tenha vindo aqui após ouvir a edição 138 do JCast, que teve a participação de um certo cara, que não por acaso, é o mesmo que escreve neste blog... Pois bem, durante a gravação desse podcast, eu fiz uma comparação (que infelizmente não entrou na gravação final...talvez por culpa do PC distorcedor da Trama Temporal do Carlírio :P) do verdadeiro milagre que a própria Madoka puxou no episódio final, com os combos épicos que o Yusei precisou puxar em 5D's nos seus duelos mais críticos. Mas vamos explicar o metagame que eu notei em Madoka Magica antes pra vocês entenderem.

Isto aqui não é teoria. É fato comprovado!

Bem, se pararmos para analisar na ótica do postulado que botei, temos uma disputa do merdinha do QB contra as meninas. O poodle com cara de marshmallow do mal tem o objetivo de conseguir acumular energia na forma das Grief Seeds, que podem ser obtidas com todo aquele ciclo envolvendo as Mahou Shoujo. Pois bem, em certo momento ele viu o potencial de Madoka e sabia que ela era um prêmio BEM grande. Então o jogo dele ganhou o objetivo de transformar Madoka em uma Mahou Shoujo, pois ia ser lucro pra ele de qualquer forma: com todo o poder dela, coletar Grief Seeds das Bruxas seria moleza, e SE, por um acaso, alguém conseguisse destruir Kriemhild Gretchen (ou seja, Madoka após virar uma Bruxa), a Grief Seed que ele ia pegar seria equivalente a ganhar sozinho a Mega Sena de Fim de Ano. FILHO DA P*TA!

Nota-se claramente o jogo dele quando ele deliberadamente não deixou claro para a Kyouko se Sayaka tinha alguma chance de voltar o normal após se tornar Bruxa. Acreditando numa possibilidade que não existia, Kyouko foi a luta, mas conseguiu apenas se sacrificar para acabar com o sofrimento da pessoa amada (ei, nada me convence do contrário quanto a isso!). Com essa jogada, o Evil Marshmallow conseguiu botar a Madoka na parede, pois a Homura sozinha não ia dar conta da Walpurgis Night e ela praticamente se veria forçada a fazer um contrato com ele...

O que ele não contava é que a Madoka tinha visto o final de 5D's (talvez graças ao terremoto) e aprendeu a jogar o game...e "confiar no Coração das Cartas"! Bem, na verdade, ela aprendeu as regras do jogo e soube como usá-las a seu favor. Ela venceu a disputa contra o Branquinho Calhorda conseguindo escapar da armadilha e acabou indiretamente mudando literalmente as regras do jogo a favor dela e de todas as Mahou Shoujo, de ontem, hoje e do amanhã. Quer coisa melhor do que isso?

Um aglomerado de estrelas trará a nós um novo poder...ACCEL SYNCHRO! Alce vôo, MadoKami!!!

Pois bem, em efeitos de comparação, tanto Yusei quanto Madoka puxaram combos que seguiam perfeitamente as regras da jogo em que cada um estava. A diferença básica é que Yusei precisava puxar o card certo do deck pra coisa funcionar. Já a Madoka tinha todas as cartas na mão, mas não sabia como fazer o combo. Mas o efeito foi o mesmo, e a Madoka conseguiu entrar em estado de Clear Mind (só que de forma literal) para puxar sua Invocação Synchro, que fez um milagre pra lá de inesperado acontecer. E a "mudança das regras" no meio do próprio jogo é a regra mais básica de um card game: "Se o texto de um card contrariar as regras gerais do game, o texto do card é o que está valendo". Por isso essa comparação tem ainda mais a ver.

Se você tem um seriado com seu nome, você tem que ser foda!

Outra série que tem uma disputa interessante é Dexter. Antes aqui vale uma dica: NÃO assistam esse seriado naquele canal tosco de TV aberta que tá passando, que só pegou a série por ter palavrão comendo solto na dublagem... Peguem em DVD, assistam na TV a cabo ou baixem os episódios por aí.

Pois bem, voltemos ao assunto: pra quem não conhece o seriado, Dexter Morgan (interpretado por Michael C. Hall, que antes tinha feito aquele coveiro gay do Six Feet Under/A Sete Palmos da HBO) é um analista forense (tipo CSI) da polícia de Miami. Só que ele guarda um singelo e meigo segredinho: ele é um serial killer...e essa distinta figura é o “herói” da história. Bem, isso é meio óbvio, já que o seriado tem o nome dele...

Mas o que diferencia o nosso amigo Dexter dos demais assassinos seriais é o seu código de conduta: quando ele era criança, ele foi adotado pelo policial Harry Morgan após o assassinato de sua (do Dexter) mãe. Algum tempo depois Harry descobriu que Dexter, provavelmente devido ao trauma, desenvolveu um desejo assassino, um impulso que Dexter depois chamaria de “passageiro sombrio”, cuja voz ele não conseguia ignorar. Acreditando que esse desejo de matar ficaria mais forte com o passar do tempo, Harry resolveu direcionar esses instintos de modo a evitar que Dexter matasse sem razão e evitar que ele fosse parar na cadeira elétrica. Foi aí que pelo bem de seu filho adotivo, Harry criou “O Código” e educou Dexter para seguir esse Código.

Pois bem, o "Código de Harry", como Dexter o chama, é um conjunto de regras que seu pai adotivo criou para que ele pudesse satisfazer seus impulsos e, de certa forma, fazer mais bem do que mal para os outros. As regras são: matar apenas assassinos que mataram alguém sem uma causa justificável e vão certamente matar de novo se estiverem a solta; certificar-se sem qualquer sombra de dúvida que seus alvos estão nesse perfil; e finalmente, nunca ser pego. Harry também se certificou de ensinar a Dexter como se portar como uma pessoa normal e manter uma vida social (ainda que ele próprio não se considere um ser humano) para evitar suspeitas e como se livrar das provas de seus assassinatos. E funcionou, pois após a morte de Harry, Dexter segue à risca as regras estipuladas por seu pai.

Notem que, trabalhando na polícia, Dexter tem mais proximidade de possíveis alvos...mas também fica de frente com o risco de ser pego se der um deslize que seja. Até agora (onde acompanhei, a quinta temporada), Dexter chegou bem perto de se ferrar legal, mas ainda tá mais ou menos bem. E também poucas vezes matou alguém que não se encaixava bem no Código, mas foram situações como risco de vida, por exemplo. Ah, ele também matou um pedófilo, coisa que Gil Brother Away aprovaria na boa...

Ué, Dex? Não sei de nada... e já estava assim quando cheguei...

Esse é outro tipo de metagame; no caso, Dexter disputa jogando pelas regras do Código de Harry: se ele as seguir e dominar seus impulsos, pode viver “normalmente”, mas se ele cometer uma falha, o preço a ser pago poderá ser BEM alto. E claro, nada se mantém estável na vida, e por isso muitas reviravoltas acontecem na série. Só espero que quando ela terminar, que não seja por cancelamento (improvável, pelos prêmios que já ganhou até agora ), mas de maneira decente e que não leve mais tempo do que deveria, como foi com Smallville, por exemplo...

E mais uma vez: se forem acompanhar Dexter, pelo amor de Madoka-Sama, não o façam naquele canal aberto; tirando o Leitura Dinâmica (que aqui no sul passa depois das 2 da manhã, graças a retransmissora ainda mais tosca dessa emissora) NADA vale a pena ser visto lá.

Yusei passou a tocha pra Yuma. Será que ele consegue manter o nível, ainda mais batendo de frente com Vanguard?

Bem, espero que com esse texto, eu tenha mostrado um pouco do meu próprio critério pra acompanhar certas obras. Cada um tem seus próprios conceitos, e não sei se o que acabei de descrever já tem um termo técnico ou coisa assim. Mas agora já era, certo? E tenham um pouco mais de boa vontade pra ver certas coisas; por exemplo, um bom ponto de partida pros animes de Yu-Gi-Oh (se você não quiser jogar um dos games pra GBA ou DS) é a série 5D's, já completa e com um roteiro mais maduro (e duelos mais compreensíveis) do que sua sucessora ZeXaL. Claro, isso se você quiser ver...eu ainda recomendo 5D's, mas Cardfight Vanguard está mesmo MUITO interessante. E vou falar dele ainda no futuro, ainda mais que tem coisas que valem uma boa análise...

Mas de forma geral, eu recomendaria tentar usar esse meu conceito pra tentar aprender a apreciar o metagame oculto em uma trama. Claro, tem coisa que é intragável, mas tem coisa que é melhor do que aparenta numa primeira olhada. Phi Brain tinha tudo pra ser bom e ficou uma m*rda (não explica as resoluções dos puzzles, aí não dá), e o já citado Cardfight Vanguard tinha tudo pra ser ruim e está bem melhor do que se espera (não, eu não estou levando em conta o subtexto yaoi...)  indo muito bem com uma segunda temporada, com rumores de uma terceira encomendada.

Por isso, parem de escolher o que vão ler ou assistir baseado só em reviews de "especialistas". Confiram vocês mesmos e desenvolvam seu senso crítico. Neste ano teve muita gente que sentou na graxa por causa de besteiras ditas em suas "impressões iniciais" de  Madoka e Gokaiger...

Afinal, muitas vezes leva tempo pra entrar o combo. Ore no Turn..DRAW!!!