segunda-feira, maio 03, 2010

Dossiê Especial: minori X TLWiki - Quais os Limites das Fan Translations?



Nas últimas semanas, tivemos o que podemos chamar de “caso minorigate”. Foi talvez a maior polêmica que aconteceu para a comunidade que traduz Visual Novels e Eroge para o ocidente. O que aconteceu foi algo inédito até hoje, e há uma porrada de flamewar pra tudo que é lado. Eu me prestei a ler as notícias de várias fontes pra tentar chegar a uma conclusão. Eu não tenho algo 100% completo como conclusão.

Por isso, aqui vai o post mais imenso que vocês já viram no nbm² até hoje, pois a situação requer que eu explique tanto os fatos, quanto explicar que não há lado certo nessa disputa. Algumas das minhas explicações podem parecer que tomei um ou outro lado, mas não foi por querer. A situação foi tão extrema que fui forçado até a adiar meus (poucos) posts no blog graças a esse caso e ao meu novo projeto, portanto leiam e por favor, deixem-me saber o que vocês acham sobre esse assunto. Afinal, meus dedos ainda latejam de tanto que digitei...

Apresentando os fatos

Quando o caso Rapelay estourou ano passado, a primeira produtora que tomou providências foi a minori, que bloqueou o acesso do seu site para IPs não-japoneses (nada que usando proxy não resolva), sob a alegação de evitar a violação de leis do local onde o site fosse acessado e com isso proteger seus fãs fora do Japão. Durante esse tempo, eles lançaram mais um eroge, eden*, e eles não pareciam estar prestando atenção no que ocorria fora do país.

A polêmica atual começou no último dia 23 de abril, quando a página do TLWiki pro projeto de tradução de eden* foi alterada e todos os arquivos removidos, por alguém que alegou estar agindo em nome da própria minori (com um IP japonês). Obviamente a alteração foi revertida por outros usuários e o suposto representante refez as alterações, começando uma verdadeira Edit War no Wiki, que pode ser lida neste link e que continua neste outro link do Encubed.

A zona só terminou quando o administrador do TLWiki trancou a página e removeu tanto o conteúdo quanto restringiu  os privilégios administrativos da maioria dos usuários (pra evitar futuros vandalismos a outras páginas). No dia seguinte, o grupo Sekai Project (responsável pelo projeto de eden*) anunciou a suspensão dos trabalhos em sua própria página.

Durante a semana, também acabou sobrando para os “fanfarrões” do No Name Losers e seu projeto de tradução de ef - a fairy tale of the two (que já estava quase no final). Ao que parece, neste caso a minori ameaçou entrar com uma representação jurídica (leia-se: advogados) contra eles. Resultou no NNL limpando a página...mas eles deram um jeito de lançar a tradução em forma de patch, sem os arquivos proprietários da minori.

O projeto de Yosuga no Sora também foi interrompido, mas neste caso a produtora CUFFS agiu de forma adulta e enviou um e-mail pro administrador pedindo a remoção da página. E entrou no ar o C&D Wiki, criado pra abrigar projetos de tradução que foram barrados, que conta até mesmo com um bloqueio contra IPs japoneses, como o que a minori usa. Não sei quanto a vocês, mas me parece mesmo um trolling da NNL, ou de alguém com o mesmo senso de humor...

A minori exige que seja feita uma classificação equivalente a EOCS japonesa. O mais próximo disso nos EUA é o ESRB, mas ele é mais similar ao CERO japonês. Se fosse pela ESRB, certamente os Eroge ganhariam a classificação AO, o que já iria barrar sua distribuição em muitos lugares (Manhunt 2 passou por muita censura pra evitar ganhar o selo e chegar as prateleiras). Essa é uma das razões pela qual nem a JAST nem a M-G usam a ESRB, mas colocando selos de auto-censura.

Muitos acham que a minori é xenofóbica, e fez isso por odiar os “bárbaros gaijins” (de repente, pensei no tiozinho Narutaki dizendo “ONORE AMERICA”...). Talvez seja verdade, talvez não. Mas esse é um pensamento reacionário, e isso não condiz comigo (a menos que eu queira agir assim deliberadamente). O que eu penso (e creio que muitos vão concordar) é algo mais racional.

Depois de perguntar um pouco pra alguns amigos e conhecidos notei que os dois lados, minori e fanbase ocidental, ambos tem culpa no cartório. Como eu disse praquele japa amigo meu (e que deve ser um dos mais sentidos com esse fato): é como facções de Gundam: todos os lados fizeram m*rda, no exceptions. Não foi bem com essas palavras, mas com o mesmo sentido.


Na Balança –  minori

O principal erro deles foi agir com vandalismo ao TLWiki. Foi uma ação que, além de ser infantil pegou muito mal. Em vez de fazer como a CUFFS e pedir a remoção do material eles foram grosseiros demais com isso. E como sabemos, gente querendo desculpa pra tretar tem sobrando na rede. Nem preciso dizer a quantidade de tópicos que surgiram em vários lugares (fora os trocentos no 4chan todo dia) sobre isso.

Mas as ações podem ser justificadas. Lembrem-se que depois do caso Rapelay, a mídia caiu matando em cima das empresas de Eroge. No Japão, os ultra-conservadores e as “feministas” (as fajutas, pois deveriam cuidar das mulheres reais em vez das poligonais) sempre anti-pornografia (pensavam que eram só os evangélicos aqui?) estão a espera de um deslize da indústria pra ferrar com eles de vez. O problema que o Rapelay causou foi exposição negativa do país para o resto do mundo, mesmo o Japão sendo um dos países com as menores taxas de crimes sexuais do planeta. 

Comparando de forma bem relativa: sabe quando sai naquela emissora que logo vai “perder o primeiro lugar” uma matéria como o caso de um assassinato que foi atribuído a jogadores de RPG? Ou aquele cara que metralhou um monte de gente no cinema e tinha FPS em seu PC? Ou quando falam que um coreano ou chinês morreu numa lan house de tanto jogar MMOs? Sabe a cara ou comentários de seus parentes e conhecidos que viram a matéria e sabem que você tem um desses passatempos? Pois é, se pega mal pra você, imagine pra um governo.

E pior de tudo, é que é sensacionalismo barato. Depois sai uma nota de rodapé em um jornal dizendo que não era nada do que a mídia divulgou. Mas não ganha destaque no telejornal por ser notícia velha e não sobe o Ibope. E é uma das razões desse estrago ser difícil de reverter.

O problema do Rapelay é que ele fez o resto do mundo pensar que eles gostam de violentar mãe e filhas no Japão. E nós ocidentais passamos com um carro por cima de prostitutas logo após ela nos prestar “serviços”, segundo essa “lógica”. E qual a razão da mídia fazer isso? Por vontade e medo. Vontade de conseguir mais audiência e medo de uma mídia em ascensão, como os games o são.

Mas eu tenho plena consciência de que as meninas feitas de polígonos e ilustrações são REPRESENTAÇÕES FICTÍCIAS de seres humanos, mas NÃO são seres humanos. Tá, tem o cara que casou com o DS com Love Plus, admito que pago pau pra um monte de personagens fictícias (assim como vocês) e pode ser que no futuro tenhamos andróides como em Chobits com AI tão desenvolvida quanto a nossa. Mas querer exigir os direitos de seres inexistentes sendo que há outros seres humanos REAIS que precisam de ajuda? Na África ocorrem altas taxas de crimes sexuais, talvez as maiores do mundo. Onde estão essas feministas de araque?

Qual vai ser a próxima, impedir a matança no Call of Duty? Cassar a carteira de quem bota recorde no NFS ou no Gran Turismo?  O Super Mario será preso pelo crime ambiental de matar tartarugas com a bunda? Fora os cogumelos...

Assim como aconteceu com as viagens espaciais, a energia nuclear e a manipulação genética, a Internet e os games também são tecnologias nova. E por isso, as pessoas temem por ser algo novo e desconhecido, especialmente por ser um meio de interação com pessoas que você talvez nunca vá encontrar pessoalmente na vida. Humanos temem o desconhecido, Está nos genes temer o que desconhecemos; foi um presente dos macacos ancestrais da humanidade que temiam a noite, quando os animais carnívoros saíam pra caçar. Por isso esse tipo de notícia causa tanto furor.

Acho que, quando a minori bloqueou o acesso de fora do Japão e fez o que fez no TLWiki, eles estavam tentando impedir que seus games pudessem atrair impressão negativa para todo o mercado e prejudicar a todos de uma só vez. É isso que eles quiseram dizer com “proteger os fãs”, ao menos a meu ver. A exigência de pedir uma classificação no ESRB (o mais próximo da EOCS nos EUA, mas naquelas) também é pra ter certeza de que não vão infringir nenhuma lei com seus games.

No momento atual, qualquer coisa que possa queimar o filme da indústria de Eroge junto ao parlamento do Japão pode significar apenas a EXTINÇÃO da indústria. E isso QUASE aconteceu depois do caso do Rapelay; a criação da EOCS é uma auto-censura feita pela própria indústria pra evitar isso. Foi um remédio amargo, mas deu pra segurar as pontas. Porém, a situação ainda está complicada. A minori sabe disso, e por mais que as ações deles tenham sido afobadas (e com certeza foram), não duvido que tenham sido com essa intenção.

Cabe lembrar que outras produtoras têm consciência de que os temas abordados em seus games e por isso evitam que seus games cheguem a outros mercados sem controle, pois sabem bem os males que propaganda negativa pelos motivos errados pode causar. Quem jogou o ótimo Akatsuki Blitzkampf talvez não tenha se tocado que bem na tela de abertura tem um aviso de “para uso apenas no Japão”. Afinal de contas, o visual dos personagens remete a uniformes nazistas. Como existem ainda menos judeus (se é que há algum, nunca soube disso) no Japão do que cristãos, não houve nenhuma complicação. Mas imagino se esse game chegasse às mãos de algum rabino mais exaltado...

E apesar dos uniformes e visual, Akatsuki Blitzkampf NÃO faz apologia ao Nazismo EM MOMENTO ALGUM. Talvez por isso, a seqüência para arcades (EN-Eins Perfektewelk) esteja com um visual mais colorido e berrante, talvez pra ofuscar um pouco esse aspecto (já que o game pra PC é um cult pra estes lados, e eles sabem que o ocidente também se interessaria na seqüência).

Alguém pode vir com o argumento de que as produtoras que lançam games no ocidente pela JAST e pela M-G pensam diferente. Pois é, da mesma forma que a Square-Enix prefere requentar os FFs antigos pra tudo que é plataforma em vez de lançar games das outras franquias clássicas dos dois lados (um remake de Seiken Densetsu 3 ou um novo Ogre Battle cairia bem). E da mesma forma que a Namco ODEIA ganhar dinheiro, pois nem metade dos Tales Of saiu no ocidente (não que me faça alguma falta, acho a série...pasturizada demais), sem falar que Idolmaster teria público certo aqui (há uma boa fanbase deste lado do Pacífico), e se recusam a deixar third-parties como a Atlus traduzirem seus games. Decisões imbecis têm em tudo que é produtora de games, e foi por isso que a SNK (antiga) faliu e a Sega só faz porcaria faz eras. E só acredito em KOF 13 e Sonic 4 quando eu jogar.

Se a minori acertou na sua atitude, só saberemos mais tarde. Mas se notarem bem, eles não afirmaram que queriam lançar seus games no ocidente, mas também NUNCA disseram que não tinham interesse...


Na Balança – Fanbase

Vocês querem saber de mais uma coisinha que a minori viu de errado com o patch para eden* ? Não há garantia alguma de que os games sejam comprados legalmente. Por mais que queiramos disfarçar, eles são um incentivo a pirataria. Eu admito que baixo a maioria dos meus games, mas tento comprar depois as cópias físicas. Mas não quer dizer que eu aprove a prática: pensem bem, em todos estes anos do nbm², QUANTAS vezes eu botei um link pra download de ISOs de games? Não deve chegar a um dígito, pelo que me lembre.

Talvez agora com o PS3 a prática de se comprar games originais melhore no país. Muita gente já aprendeu a pesquisar preços e encontrar pechinchas boas pela rede, assim como aprenderam a ser seletivos com o que compram, pegando títulos que valham os mais de cem paus pagos por cada um. Um game original SEMPRE vai ser algo legal de se ter, ainda mais se você quiser desembolsar mais algum e pegar edições limitadas de lançamento (a de Starcraft 2 é uma beleza, e já to juntando as moedinhas pra de Diablo 3). É coisa com o mesmo gosto de se colecionar que garage kits, para alguns.

Citei games de PC, e talvez por ser a plataforma mais fácil de piratear muita gente não tenha vergonha na cara. Alguns amigos meus como o Shao, que comprou alguns games de Touhou originais e ajudou a pagar as bebedeiras do ZUN, são raridade. Com os Eroges dá no mesmo. E mesmo que nós tenhamos em muitos casos a desculpa de cartões internacionais (essa é a minha, pois eu não tenho), o problema é que no mercado de “primeiro mundo” dos EUA a pirataria é ainda mais comum. E os comedores de hambúrguer são uns FDPs, pois tem acesso melhor e preços mais camaradas aos games e não querem pagar ainda assim...

Repito, são uns FDPs!

Pergunto-me quantos aqui lêem scans de mangá e tem ao menos a intenção de comprar o mangá que lêem. Quando penso em Eri Takenashi (a autora de Kannagi) e Katsura Hoshino (autora de D.Gray-man) que ficaram até doentes graças ao trabalho puxado de mangaká, eu de fato quero pagar por gostar do trabalho delas. Hoshino já retomou os trabalhos em D.Gray-man, mas mudou pra Jump Square (virou mensal e a arte melhorou muito), e Takenashi deu sinais que já está quase voltando (o irmão dela que também é mangaká está até fazendo um spinoff de Kannagi).

Aonde eu quero chegar com isso? Pois bem, o desenvolvimento de um game leva tempo e dinheiro. Depois de ficar um ano trabalhando em um game (provavelmente nem vendo a cor da grana antes do lançamento) vocês achariam justo que vocês ganhassem menos da metade do que vocês ganhariam graças ao game ter sido pirateado? E alguém estar ganhando dinheiro com o trabalho que você fez, vendendo cópias piratas do seu trabalho?

Não parece tão legal agora, não é? Pois é, as produtoras de games também não acham. O problema é que (como sempre) o pessoal da Internet acha que tudo tem que ser domínio público. Sim, têm coisas que são feitas pra ser assim, como o Linux e certas obras depois de algumas décadas. O problema é que a tradução pra fins de divulgação é uma causa nobre e válida, mas agora virou desculpa para pirataria. Os grupos de tradução têm alguma consciência disso, tanto que todos os projetos com games cujos direitos estejam com a JAST e a M-G foram encerrados, com a exceção de Higurashi (como é um doujin sound novel, o próprio Ryukishi07 autorizou traduções paralelas).

A minori está certa em fazer o máximo para impedir que seu trabalho seja roubado. NADA garante que com o patch pronto as vendas de eden* aumentem. Vejam só os patches da Mirrormoon; não adianta eles requererem os CDs/DVDs originais de Fate/Stay Night e Melty Blood quando alguém pode usar uma ISO ou fazer uma instalação, zipar a pasta e botar pra download.

Pergunto se é errado que alguém queira proteger o seu trabalho de ser roubado. E não me venham com o argumento de “ah, a SquareEnix limpa o toba com dólares, eu pirateio mesmo o FF13 pra 360”. Não me venham com essa! Esse papo de comunista de que o capitalismo não presta não vale (a URSS faliu e Cuba já vai em breve, o comunismo não funciona, ponto). Tem gente que esquece que as “grandes corporações” têm empregados e pagam salários pra esses funcionários.

É como no comic Superman vs Doomsday, que foi a revanche do Kal-El contra o monstro que o matou. Certa altura da história o monstro acaba indo parar em Apokolips e depois de Darkseid tomar um cacete  federal dele, o Super vai lá pra tirar o bicho do planeta. Bem, o Darkseid é um dos maiores inimigos do Superman; um ditador que oprime o planeta dele, cujo povo vive apenas pra criar armas para que ele continue sua guerra contra o Pai Celestial e Nova Gênese. Quando o Doomsday foi parar lá, apesar de tratar seus súditos como vermes, Darkseid foi lá pra proteger o que era dele (mais por propriedade do que por algum altruísmo que ele tivesse). E qual a razão do Superman não deixar o monstro arregaçar com Darkseid de vez? Clark Kent pode ser O Escoteiro da DC, mas Darkseid é alguém que ele gostaria mesmo de ver morto. E por causa também do povo de Apokolips ele foi lá pra impedir mais destruição. Darkseid pode ser um FDP, mas o povo dele é inocente, por não ter opção alguma além de obedecer ao vilão.

É muito fácil dizer que “as grandes corporações são a fonte do mal”, usando uma camiseta do Che Guevara. Mas da mesma forma que o FDP do Fidel perverteu as idéias de Che e criou uma ditadura, muitos perverteram a idéia das fan translations, usando-a como desculpa para pirataria descarada. E o pior de tudo, grande pare da fanbase abraçou essa idéia. Exatamente como os militantes radicais de partidos políticos que pregam um falso socialismo, eles vêem razão no errado.

NÂO, DIACHO, NÃO!!!

Já disse, não sou santo e pirateio uns 80% dos games que tenho (para uso próprio e vez por outra trocando com amigos). Mas aqui no Brasil na maioria das vezes não temos mais que essa opção. O que me deixa indignado é que quem tem melhor acesso (como os conterrâneos do Homer Simpson) não quer pagar. Putz, se você gostou do trabalho de alguém, é mais do que justo esse alguém seja pago pelo trabalho dele. Não é questão de capitalismo, mas de bom senso.

Por outro lado, a fanbase tem todo o direito de reclamar pela atitude que a minori tomou no TLWiki, ao invés de contatar o administrador e pedir a remoção, foi lá e fez o que fez. Nunca que esse tipo de coisa iria cair bem aos olhos da fanbase, que ficou indignada. Mas como eu disse lá em cima, é como ZAFT x Aliança Terrestre: calhordas existem dos dois lados.


Conclusões... 

É difícil tirar conclusões no momento sobre o que pode mudar ou não em relação às localizações, oficiais ou não. Uma coisa que eu temo (apesar de pouco provável) é que fan translations de outros tipos de game (como os de consoles) também fossem alvo de C&D. Também tem o fato de que os chatos de sempre querem acabar com os Eroge no Japão e esperam uma brecha pra conseguir jogar o parlamento contra a indústria. Deste lado do Pacífico, tem também o problema da pirataria que dificulta licenciamentos já que não há garantias de retorno financeiro para as produtoras.

Eu por hora não tenho como fazer um prognóstico, ainda é tudo muito nebuloso, e temos que ver como se desenrola essa zona. Aqui minha função foi a de apresentar os fatos até o momento e um pouco da minha opinião. Citando um outro bom blog: “Agora vocês sabem, e saber é metade da batalha!”

Fiquem livres pra opinar. Ou melhor, eu QUERO saber a opinião de vocês e de outros (mostrem o link deste artigo pra alguém que possa ter algo a dizer) Se houverem grandes mudanças no meio tempo eu volto ao assunto, pois isso certamente não vai terminar aqui...

8 comentários:

Andre disse...

cara visito o teu blog ja tem um tempo,e sim, pqp, santo post batman..grande pacas,o problema do post inteiro é que ele simplesmente esta grande demais, comecei a ler ele e cheguei a conclusão do assunto "trata-se de empresas japonesas putas pelos fans translations e agora tem nego doido se passando por gente da empresa editando e removendo conteudo de sites dos grupos"..era isso? pois mais na frente do texto ficou parecendo que os japas estao mesmo putos era com o fato de jogos japoneses estarem indo pro ocidente nao importando traduzidos ou nao de forma ilegal..(dane-se..parece que a maioria nao tem interesse em vender jogos para o ocidente..culpa da gente eles fazerem jogos interessantes e o povo querer jogar??? fala serio)...agora..ate aqui tava beleza...pois se juntar os fatos..sao motivos para alguma empresa ficar puta da vida..mas nao acredito que seja motivo pra UM CARA SE ALEGAR SER DE EMPRESA "X_ne?" e sair editando sites...É TOTALMENTE FORA DO COMPORTAMENTO DE UMA EMPRESA SERIA!! exemplos podem ser encontrados na net..alguem lembra do lendario projeto Crono trigger??? em que programadorer, jogadores e adoradores da serie Crono se juntaram e começaram o remake da serie toda EM 3D!!! e seria lançado para pc...fizeram um trailer que ainda pode ser achado perdido no youtube e o que aconteceu??? um projeto de fãs sem nenhum fim lucrativo foi desativado com uma simples carta de pedido para desistirem do projeto todo...e não um maluco que saiu editando e site todo..agora...afundadno mais no texto, ae sim a coisa ficou preta...a coisa toda passou de "direitos autorais" para..."moral"?? eles simplesmente nao queriam traduçao e divulgaçao de determinado jogo devido ao conteudo pesado...e da polemica em torno de algo como aconteceu com Rapeley!?? o fetiche de violentar mãe e filhas (frase mal feita do inferno mas o jogo em si é isso..entao acho que da pra entender...)

realmente é muito complicado..acho que ainda vou ler este texto uma 5 ou 8 vezes ate conseguir entender ele definitivamente....tenso

Kinomoto-san disse...

Bom, eu acho que, o que importa, é se os projetos de tradução vão continuar ou não. Pois bem, eu acho que sim. Sempre dão um jeito de lançar os pacotes. O mesmo acontece com os fansubbers que recebem cartas de "Cease & Desist": Algum "outro" fanbsubber surge do nada e termina o projeto.

Saikyo disse...

Acho válido que as empresas estejam protegendo o produto de fora porque pode ter mais má repercussão depois do Rapelay, mas pessoal da minori fez com uma sutileza de um elefante numa loja de vasos finos...

Mas acho estranho dizer que "nós podemos piratear porque não temos dinheiro mas os outros não podem porque tem renda", se cara é fã mesmo ele vai conseguir um jeito de comprar mesmo que seja trabalhando todo ano pra conseguir um jogo, há abuso em questão da pirataria em todo lugar.Não tocando no assunto se é louvável ou não, é realidade e as empresas tem que se virar de um jeito, o sistema de Steam é ótimo (muitos brasileiros usam), seria interessante se as empresas de eroges se juntassem para um sistema do mesmo tipo mas em menor escala para distribuir os jogos.

De qualquer forma o assunto de eroges nesse ponto é delicado, porque qualquer movimento brusco e a indústria dos eroges pode acabar, ou "com sorte" entrar em hibernação, só que concordo que essas feministas é que nem direitos humanos, esses tipos de protestos vão aonde convém, no caso de direitos humanos é fácil proteger "coitadinhos" que matam outras pessoas, mas e as vítimas, os parentes e amigos da vítima, devem ficar inconsolados só porque vivem numa situação melhor?Mas isso é assunto pra outra história.

Felix disse...

De uma treta imensa dessas eu não poderia ficar de fora.

Como é do senso comum, todos dizem que as pessoas querem e merecem ser pagas por seus esforços. Entretanto, também dizem que devem e merecem ter seu trabalho divulgado entre o maior número possível de pessoas, o que não acontece no caso do Japão. Eles não querem divulgar e tudo leva a crer que não só a minori é xenofóbica como também o é o ZUN (flameshield on) e centenas de outros. Da mesma forma como os conservadores relutam em misturar seus genes com os de um gaijin, proibindo a filha de namorar um ocidental.

O problema é que estamos numa era onde o acesso das informações está cada vez mais almejado. Claro que é legal pagar (o preço justo) por um jogo, CD de música ou o que seja, ler o encarte, manual, ganhar brindes exclusivos, etc. O problema é que simplesmente não temos acesso a esses produtos nas lojas de Porto Alegre (que é uma província e não é uma megalópole como pensam os gaúchos - flameshield lvl 2).

"Mas pede pela internet ué". Eu peço, porém o frete do Japão é o mais caro do mundo para o Brasil. E dependendo do produto (e da sorte) ele fica retido na alfandega onde você precisa pagar o valor em dobro do produto só para ter acesso a ele. E ainda tem que se virar para entender do que se trata, pois as traduções foram atacadas pelos que querem guardar o segredo milenar das eroges para eles próprios.

Com o PS3 e o PSN fica mais fácil o acesso, pelo menos aos jogos. Até adquirir um, vou piratear tudo que eu puder. O Steam só tem lixo americano (mesmo assim comprei feliz da vida meu Half-Life 2).

Para terminar, sobre o aspecto moral dos jogos, vi no MMOSITE uma mina querendo proibir o Rapelay por ter sido estuprada há mais de 2 anos, quando o jogo nem tinha sido lançado. Cada um com seus problemas. Para mim esta súbita moralidade é apenas uma desculpa para fazerem o que já estavam muito afim de fazer: restringir conteúdo nipônico para os bárbaros.

Pato Supersônico disse...

Olham tanbém acho que a iniciativa da Minori é tapar o sol com a peneira, mas por outro lado, também não há motivo para ela se importar com o que os fãs ocidentais acham.

Se ela não tem interesse em explorar os mercados ocidentais, então é natural que ela esteja pouco se lixando para o que os fãs ocidentais das obras dela pensam sobre o que ela faz.

psplayers disse...

Olá a todos. Achei de extremo mal gosto o que essa minori fez com o TL.

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Eu achei ridículo esse fato de querer impedir a tradução. Aliás, nunca conseguirão fazer isso.

O sentimento dos translater é muito mais de "quero que mais pessoas conheçam essa obra" do que "quero piratear lararirara"

Sei disso pq eu e alguns colegas estamos nos 40% do clássico. Tsukihime e tenho alguns colegas que estão trabalhando no masterpiece SHENMUE.

Muitos amigos e colegas pessoais gostam dos personagens, gostam do anime, mas nem se atreveram a sequer tentar jogar tsu em ingles, quem dirá em Japonês.

Ninguem faz isso pra ser 'lembrado' nesse submundo da Internet, mas, sim, pra popularizar as séries e tal. É o mesmo trabalho que os primeiros subbers da AnimeSeiki faziam em seus vhs'es. É mais puro que o lado comercial

Saikyo disse...

Mas é complicado por traduções servem para as pessoas terem acesso ao material que provavelmente nunca veriam, só que hoje em dia muitas empresas olham esse tipo de material traduzido por fã e vê se há demanda para o lançamento oficial no país de origem desse fãs.

Só que Minori não quer trazer o material pro ocidente e quer apenas que suma para ela não ter problemas depois, apesar de fazer com que os fãs ocidentais fiquem decepcionados e os do japão assustados com as ações da empresa, que eu li a TL agora deixou proibido IP japoneses pra não ter mais problemas, já que a Minori não quer levar mesmo pros EUA o material então que deixe os fãs trabalharem em paz, só que mesmo assim é direito delas o produto.

Como falei, complicado...

Anônimo disse...

Não costumo muito opinar em blogs, mas, dessa vez, farei uma grande exceção.
Meu Deus, nunca vi texto ser tão bem estruturado e ao mesmo tempo, tão facilmente escrito, com uma linguagem muito gostosa de ser lida.

Meus parabéns, o texto foi escrito como se fosse destinado a uma revista, pois seus argumentos utilizados para defender ou atacar cada instituição foram incrivelmente convicentes. Não ficou dando voltas demais e realizou um grande serviço a tornar público e compreendor para nós, reles internautas.

Tá, o caso é antigo, mas fiquei sabendo pouco tempo atrás por um amigo. Mas, não significa que por ser antigo deixou de existir. A discussão persiste e agora, tenho base para distinguir quem é vilão, quem é mocinho ou qualquer coisa que seja.

As frases por você escrita somada a exemplos bem interessantes tornaram esse tópico um dos melhores por mim já lidos.
Garanto que de agora em diante, tornarei-me leitor assíduo de seu blog.