domingo, julho 26, 2009

Review AX/Otacon – JAST USA e Manga-Gamer Revelam Seus Ases na Manga!

Aí vai o resumo do que as duas empresas revelaram dos seus planos futuros durante a Anime Expo e o Otacon (os dois maiores eventos do tipo nos EUA): como é muita coisa, um post duplo pra explicar com calma o que a JAST USA e a Manga-Gamer tem reservado. E acreditem, é coisa MUITO boa!!!


Manga-Gamer: a empresa européia distribuiu durante o AX 2009 panfletos com a lista das produtoras japas representadas por ela (Circus, HOBIBOX, Navel, NEXTON, OVERDRIVE, todas as marcas da NEXTON, mashroom.jp, unidam, SOM, HanimeZ.net e HgameZ.net). Pela lista vocês já viram a maior das novidades...

Então vamos ao que interessa duma vez. Como deu pra perceber, agora a Navel também faz parte da turma da M-G. E já está confirmado: Shuffle! será o primeiro título localizado! Será lançada a versão original (já que Shuffle! Essence +, o “re-port” do PS2 pra PC não saiu ainda) e isso abre a possibilidade de lançamento de Tick! Tack! e Really? Really! no futuro. O lançamento está previsto para o fim do verão americano (inverno pra nós). Agora um fato estranho: depois desse anúncio, o cara da Game-Patch que andava enrolando há mais de dois anos resolveu sair do limbo e inventou uma verdadeira novela mexicana sobre as “razões” dele não ter terminado o patch e afirmando que iria terminar agora...dane-se ele, vamos todos pegar a da M-G...


Mas isso não é o melhor do pacote. Eles vão trazer um título de impacto ainda maior: Higurashi no Naku Koro Ni... SIM, HIGURASHI!!! A versão localizada também será a doujin original (com os desenhos “rechonchudos” de Ryukishi07). Como no original Higurashi é dividido em oito games, o release da M-G será em duas (Questions e Answers), com quatro arcos cada. Nada mal...

Outros planos da produtora envolvem também Da Capo 2 (como é óbvio), assim como Shin Koihime Musou (que devido a engine, pode dar problemas na localização) e (pasmem) Ai Space! Nada lá muito estranho, pois Circus e Navel estão envolvidas nesse “Second Life in Akiba” ; ele também pode ser localizado, só que eles não decidiram como fazê-lo (um server exclusivo pro ocidente ou acesso ao server japonês?)

Outra coisa que me incomodava foi esclarecida durante o AX 2009 também: a opção deles por distribuição online sobre cópias físicas. Foi tudo uma questão de custos, pois eles não conseguiram achar uma empresa que fizesse os CDs/DVDs a um bom preço (um competitivo, claro).

Como eu já esperava, eles leram PTW...mas se acham que eles vão tomar o mercado facilmente, não vai ser bem assim...

JAST USA: se acham que eles iam deixar isso barato, erraram! Depois de finalmente lançar Kazoku Keikaku - Family Project (do qual vou falar em breve, pois peguei o game assim que saiu mas nem deu tempo de tocar nele ainda) eles enfim falaram dos seus planos...EXCELENTES planos....

Primeiro, os títulos que já estavam no forno: Cat Girl Alliance já está em beta e sai entre setembro e outubro, e Lightning Warrior Raidy 2 pro inverno (dezembro). Por outro lado, Clevage foi posto na geladeira por tempo indefinido (ficando na dependência da produtora original encontrar as CGs sem censura do game)... Segundo, os títulos ainda sem previsão clara, como os games da série Moero Downhill Night (que misturam corridas a la Initial D com sacanagem...ensinando a “trocar as marchas”^^) já estão todos com o script traduzido 100%, só faltando fazer alguns ajustes na parte técnica (correção de bugs e coisas assim) e espera-se que o primeiro deles já saia na primavera. Isso fora os games da série Yukkuri Panic (um bishoujo game com um mini-game junto) sairão num pacotão duma vez só, mas ainda sem data definida. Também já revelaram a intenção de localizar Lightning Warrior Raidy (que ainda não saiu no Japão) o quanto antes.

Agora, a maior novidade deles..e que é perfeitamente capaz de rivalizar com as novidades da M-G: a aliança com a Nitro+ para localização dos seus títulos. SIM, A NITROPLUS!!!. A JAST USA vai lançar os games de uma das maiores produtoras do Japão (equivalente a uma Type-Moon ou Key) com exclusividade, e os primeiros títulos são meio óbvios, não é? O primeiro será Zanma Taisei Demonbane. Esse talvez seja o game da Nitro+ mais famoso no ocidente (e cujo anime foi mais fraco em relação ao original do que o de Tsukihime...), por isso não é surpresa a escolha, ainda mais pela sua mistura exótica de Mechas, Lolis e H.P.Lovecraft. Demonbane tem alguns games spin-off (como Kishin Houkou Demonbane, com combate de Mechs, ou Azathoth-D, um tipo de Mario Kart) que podem vir no rastro também.


Mas...você acha que a Al Azif é Loli demais pra você? Acha que a Shana faria seu tipo se fosse mais “encorpada”? Então que tal a Ignis? Por isso o segundo título será Jingai Makyou, outro dos clássicos da Nitro+ e visualmente bem parecido com Demonbane (e por isso outra boa escolha pra começar), ainda mais que, assim como ele, a quantidade de “Fator F*dão” (tipo Devil May Cry) em Jingai Makyou é bem alta.

Há ainda um terceiro título, ainda não divulgado. Mas tudo até agora aponta pra Saya no Uta: esse é um dos títulos mais queridos da produtora, e considerando que estão querendo fazer um comic (americano? Chamem a UDON!) e tentar um filme em Hollywood (?!?), ele é o mais provável. Mas nada impede que sejam outros, ainda mais que os rumores citam que o terceiro game não seja um VN (desde que não seja o Nitro Royale, pra mim tá ótimo...).

Também foram discutidas as possibilidades de títulos da Nitro+ CHiRAL (o selo de Yaoi deles), mas é incerto pois os poucos games já localizados nunca foram muito bem. Já no caso de CHAOS;HEAD pode ser possível, mas um dos problemas reside no fato deste ser um projeto conjunto com a 5pb (Memories Off); tanto é que CHAOS;HEAD Noah (do XBox 360, mas sendo adaptado pro PC) foi um dos poucos projetos de fan translation que não foi removido (todos os demais foram; se alguém puder me conseguir o patch de CHAOS;HEAD original eu agradeço...); todos os demais o foram (por razões óbvias), mas tanto a JAST USA quanto a Manga-Gamer disseram que querem trabalhar junto com a fanbase pra melhorar a qualidade das localizações.

Em resumo, não interessa o resultado da guerra, todo mundo ganha! E por isso, acho que já chegamos a um ponto onde sempre que possível nós devemos comprar esses games em vez de pegar warez. Não sou santo; admito que vou continuar pegando torrents dos games, mas é certeza que eu os compro em seguida, assim como vou encomendar o Yume Miru Kusuri (que já terminei) daqui a uns dois meses. Se puderem façam o mesmo, pois aí quem sabe chega a vez de uma Unisonshift ou Leaf ser a próxima a se interessar em localizações no ocidente?


sábado, julho 18, 2009

Idolmaster Dearly Stars: Chutando de Vez o Pau da Barraca no DS!

A Namco Bandai resolveu aloprar de vez com a versão exclusiva de seu blockbuster do XBox 360 pra DS, Idolmaster Dearly Stars. O game vem como primeiro resultado do Project im@s 2nd Vision, e pelo título do projeto, vai trazer de fato uma “segunda visão” da franquia....bem, assim como os três títulos de PSP (cada um com três das idols já conhecidas do X360) esta versão trará três novas Idols: Ai Hidaka, Eri Mizutani e Ryo Akizuki, que fazem parte da 876 Production, uma outra agência além da 765 Production (das garotas do X360 / PSP). Do lado técnico, o game vai fazer uso das funções extras do DSi, mas nada lá muito indispensável (a câmera poderá ler cartões com novos itens, o tipo de coisa que sai em revistas, cards e outros goods). 

Até aqui, nada de mais. Os fatos interessantes aparecem mesmo é no background das novatas. Eles resolveram deixar as coisas um pouquinho mais “hardcore” por assim dizer. Da esquerda pra direita:



Eri Mizutani: Com 15 anos, esta Idol é uma ex-hikkikomori! Ela era uma Net Idol (como a Chisame de Mahou Sensei Negima) que foi desafiada a fazer sucesso fora da internet. Mas é claro que há bastante diferença entre esses dois meios...

Ai Hidaka: a loli do trio, tem 13 anos, e é filha da “Super idol Rank S” Mai Hidaka (atualmente com 29 anos), cuja carreira durou por apenas 3 anos, e fez um sucesso astronômico. Só que Ai não tem conseguido passar nos testes pra Idol até agora...A propósito, alguém aí já fez as contas pra saber...a idade de Mai quando Ai nasceu?  

Ryo Akizuki: e a última das Idols (também com 15 anos), além de ser prima de Ritsuko (dos games de X360 e PSP), tem mais um “segredinho” listado na biografia...e que é revelado neste vídeo. Basta dizer que uma invenção do Coringa ia funcionar nela, ou que um certo jogador com excesso de tecido adiposo iria querer dar uns pegas nela. E pasmem, foi justamente "ela" que aumentou mais ainda o hype pelo game no Japão, é mole?

Pois é, uma Ex-hikkikomori, uma Loli nascida de gravidez na adolescência e até Shota Trap...se a Namco Bandai não tomar vergonha na cara e lançar esse aqui no ocidente, alguém VAI TER que traduzir esse game (que nem estão fazendo com as versões do PSP). A bem da verdade, o mundo das Idols não é lá esse mar de flores que se imagina, e é interessante ver que os criadores resolveram mostrar isso justamente no DS! 

Ah, claro: Idolmaster Dearly Stars tem lançamento previsto pra 17 de setembro…



segunda-feira, julho 06, 2009

Vanguard Princess: Uma Súbita (e Ótima) Surpresa!!!

Depois da decepção (ou melhor, vergonha) que foi MKnV, surge do nada um doujin fighting que faz a gente esquecer de vez esse fiasco, e mostrando como se deve fazer um game. Vanguard Princess veio sem nenhuma pretensão (ainda mais que foi feito no Fighter Maker, uma engine da Enterbrain similar ao M.U.G.E.N.) e conseguiu um destaque súbito nas comunidades de fãs de porrada (como a Dustloop e a Shoryuken.com) graças a sua qualidade, tanto no gameplay como na animação das personagens, ambas absurdamente altas pra um game freeware (lembrando que MKnV era comercial). E claro, uma quantidade de moe e fanservice que deixa até Arcana Heart no chinelo!

Esse game foi criado por um tal de Sugeno Tomoaki (que segundo algumas fontes, supostamente já trabalhou na Capcom), e por trás do capricho visual esconde um sistema original e de certa forma bem tradicional. Numa primeira olhada, lembra SF3, pelo tamanho das personagens e da arena de batalha. Mas ao contrário do citado Arcana Heart, não há dash aéreo (só de chão) ou chain combos (algumas têm target combos como em SF3). Isso meio que remete a games como Akatsuki Blitzkampf (que não segue a “receita de bolo Guilty Gear” de outros doujin games). 


Mas o que mais chama a atenção no game (além do fanservice que junta praticamente quase tudo que é clichê “moe” de forma agradável com os excelentes sprites) e que pode passar despercebida pra muitos é o seu sistema peculiar de combos: tirando algumas míseras exceções, quase não existem combos “2 em 1” (com cancelamentos, de golpes normais em especiais, como o clássico ”voadora, soco, shoryuken”), mas conta com um sistema de Assist/Striker/Engun bem diferente dos outros games e que é a base para os combos do jogo. Ao escolher uma personagem dentre as dez disponíveis, você também escolhe uma dentre quatro “supporters” (as quatro lolis na tela de seleção), cada uma com um set próprio de ataques. Esses ataques da sua parceira gastam uma barra própria dela; quanto mais níveis, mais ataques disponíveis. Se você ou ela levar um golpe, a barra zera e você fica sem acesso aos ataques dela por um tempo. 

O segredo dos combos aqui é alternar os seus ataques com os da sua parceira. Isso é bem diferente de games como Marvel vs Capcom 2 e King of Fighters - Saga Nests (KOF’99, 2000 e 2001), onde você solta seu Assist/Striker e aproveita a brecha pra dar mais golpes; em Vanguard Princess você pode (e deve) atacar em conjunto com sua parceira pra criar seus combos. É muito estranho no começo pra quem é acostumado com outros games “normais” (um impacto equivalente a IaMP) mas depois de entender essa dinâmica a engine de Vanguard Princess faz muito mais sentido. E melhor de tudo, é divertida! Acho que até o momento, o único ponto contra de Vanguard Princess é que ele é um tanto “direto”: há modo Story (com três dificuldades) e Versus, e só (pra usar o Practice Mode você deve entrar no Versus e pressionar P no teclado). Fora isso, nada de mais.

Sem delongas, vocês podem baixar o game aqui; cliquem no quadradinho azul. Já o site do game é este aqui. Mas pode ser um pouco complicado fazer o game funcionar, ainda mais pra quem não tem muita experiência com doujin games. Explicando: primeiro, fazer uma instalação do Applocale e do pacote de fontes asiáticas é o mínimo necessário. Depois, deve-se descompactar o arquivo do game e renomear alguns arquivos: “ヴァンガードプリンセス” pra alguma outra coisa (como “vanpri”, por exemplo); “ヴァンガードプリンセス.exe" para “vanpri.exe”, e “ヴァンガードプリンセス.kgt” para “vanpri.kgt” . Nada trabalhoso, e vale a pena.


Finalizando: se considerarmos que esse é um game totalmente freeware (gratuito), isso é uma lição preciosa pra quem estuda game design (como eu) e pra produtoras comerciais (ou que querem seguir uma linha comercial) Vanguard Princess serve pra ensinar o modo certo de se fazer um bom game de luta : é possível se fazer algo divertido, original, criativo e mesmo apelativo, desde que se tenha respeito ao público-alvo e seja feito com um mínimo de boa-vontade. E também prova que não interessa a engine ou o método usado pra criar seu game (como já dito, VP foi feito no Fighter Maker); se for bem feito, o pessoal vai gostar. E você também. 

E pra ver como gostaram do game, já estão criando netplay clients pra Vanguard Princess. Querem melhor aceitação que isso?