segunda-feira, outubro 31, 2016

[Review] Ultraseven: Super Arma R-1! (Acreditem, é o Post de Halloween!)


Eu não vim de M-78, mas voltei direto do Fim do Nada!

Sim! O seu CUEIO favorito regressou bem a tempo do post tradicional de Halloween! Depois eu explico mais a respeito...

É...alguns devem estranhar eu falar justo de um dos heróis mais fodões do tokusatsu no Halloween. Mas ainda assim é uma história que assusta. Sério!

Antes um resumo pra quem não conhece (ou seja, uma cacetada de vocês): Dan Moroboshi é Ultraseven, um alienígena da Nebulosa M-78 que assumiu a forma de um alpinista que cortou a própria corda para salvar um amigo. Seven fica admirado não só com a coragem do humano, mas com o planeta em si. Ele se torna um membro do Esquadrão Ultra, um exército sob o comando do governo da Terra dedicada a combater invasões de alienígenas invasores.  

A série de Ultraseven é pura ficção científica, com um tom bem mais sério que a do seu antecessor, o primeiro Ultraman, e com roteiros bem sofisticados, especialmente para a época. E este episódio em especial destaca bem essas características.

A outra razão de eu escolher este episódio em especial vai ficar clara em breve...


A história começa com os preparativos do teste do míssil R-1, com poder de MAIS DE OITO MIL (abraço, Mara :3 ) bombas de hidrogênio, capaz de destruir um planeta inteiro. Os cientistas do Esquadrão Ultra desenvolveram o R-1 como um meio de defesa contra aliens invasores.



Mas Dan discorda, afirmando que uma arma tão destrutiva, em vez de trazer paz, provocaria uma corrida armamentista entre a Terra e os invasores. Infelizmente, tanto os cientistas como seus colegas de batalha pensam o contrário, achando que os inimigos pensariam duas vezes perante ao poder do R-1.


Para o teste, é escolhido o planeta Gyeron-3. Sem formas de vida presentes, seria o alvo perfeito. O míssil R-1 é disparado e o planeta vira farofa cósmica.



Mas, como vocês devem imaginar a esta altura (afinal, é uma série Ultra), Gyeron-3 tinha ao menos um morador...e que não estava lá muito feliz de ter seu lar transformado em pó. Ele segue a trilha de energia que o míssil deixou pelo caminho e chega na Terra pra detonar tudo. 

Um detalhe: ao contrário da maioria dos oponentes do Seven na série, este é um monstro com mentalidade de um animal em vez de um alienígena inteligente. O Esquadrão Ultra parte pra enfrentar o monstro, que tem um pele que reflete ataques lança raios, mas acaba explodindo o bicho com mísseis.

E logo em seguida os cientistas começam a trabalhar nos mísseis R-3 e R-4, sem ter se dado conta de que essas super armas são mais problema que solução...

E no meio tempo, os fragmentos do corpo do monstro Gyeron se juntam, na forma de uma gosma tão escrotamente nojenta quanto os efeitos da década de 60 permitem e revivem o animal do espaço. A propósito...



Notem que a ressurreição do monstro acontece nas ruínas de uma igreja, com várias cruzes próximas, tipo túmulos...sugestivo, né?



Claro que o Esquadrão Ultra volta pra dar conta do monstro de novo, que agora também sopra uma névoa radioativa. É nesse momento que Dan se transforma em Ultraseven pra sair no braço com o bicho.


Aliás (de novo), é meio irônico que Seven enfrente Gyeron nesse campo florido...né?
Aqui vale notar que essa é uma das batalhas mais violentas do Seven. Sim, ele sempre foi conhecido como um lutador implacável (eu diria que é o "Stallone Cobra dos Ultras", de certa forma), mas neste episódio ele pega pesado. Gyeron rebate vários de seus ataques, até que o pai do Zero vai pra cima com tudo, arranca uma das asas do bicho...



...que se debate de dor no chão, e nesse momento que Seven o degola com o Eye Slugger.



A cena (guardadas as proporções dos efeitos da época, claro) é bem gore, com direito a um baita jato de sangue amarelo jorrando da jugular do Gyeron, dando um banho no Seven. O monstro agoniza e morre, nesse campo florido, o que dá a sensação de uma vitória bem amarga... 


Após o incidente, o comando do Esquadrão Ultra decide encerrar as pesquisas das super armas. para alívio de Dan. Mas ficam alguns questionamentos, que são a razão que me fez retornar justamente com este texto...
Se analisarmos bem, esse episódio é uma crítica ao desenvolvimento de armas nucleares. Esse sempre foi e será um assunto sensível para os japoneses. Ultraseven foi exibido entre os anos de 1967 e 1968, 22 anos após os ataques a Hiroshima e Nagasaki. Era algo recente na memória deles, e um trauma que tinha deixado marcas que mal tinham começado a cicatrizar. De certa forma, ainda hoje é um pouco tabu falar sobre o assunto por lá. Mas nem tanto quanto naquela época...

O desenvolvimento de armas de alto poder destrutivo pelo Esquadrão Ultra para “fins defensivos” é uma clara sátira da argumentação dos EUA e União Soviética, que ficaram em um jogo de intimidação com seus arsenais desde o final da Segunda Guerra (em 1945) e o fim da União Soviética (em 1991), o que hoje conhecemos como o período da Guerra Fria.

Outro ponto a ser levado em conta é que o verdadeiro "vilão" desse episódio é o Esquadrão Ultra, que destruiu o planeta do monstro. O desejo de ir pra desforra do Gyeron tem uma razão até que “justificável”, e levando em conta a forma que o Seven acabou com ele, não dá pra não sentir um pouco de pena do animal...

E também chegamos a um momento em que o próprio Dan contesta sua posição como defensor da raça humana: É um momento em que o vemos questionando a razão dele proteger os terráqueos dos aliens, quando eles mesmos se mostram tão ameaçadores quanto os inimigos que ele combate como Seven. Ele mesmo, logo após a aparição do monstro, se culpa por “ter tido a possibilidade de impedir, mas não ter feito nada”. Mesmo que tenha sido implacável (até um pouco mais cruel do que o normal) ao enfrentar Gyeron, fica claro que ele sabia bem que não só os humanos eram os errados na história, mas que ele também podia ter feito algum esforço a mais pra impedir os testes.

Esse tipo de dilema moral é uma constante na série
, e uma das coisas que a torna um verdadeiro clássico. Com seus enredos densos, Ultraseven merece uma olhada por qualquer fã de boa ficção científica. Apesar dos efeitos, por causa dos roteiros a série NÃO é "datada", de forma alguma. É como assistir o Star Trek clássico. Tipo assim.

Mas...sabem o que é o mais assustador? O que é aterrorizante de verdade?

É saber que AINDA há armas nucleares em desenvolvimento no planeta. Pode não mais ter uma Guerra Fria entre superpotências, mas a Teoria da Intimidação com armas de destruição em massa CONTINUA sendo aplicada por algumas nações...

Essa é uma das coisas mais fascinantes da ficção científica bem escrita: se mostrar atemporal em seus questionamentos. Mas muitas vezes, ela consegue ser bem melancólica por causa das questões em si...





Ah, este episódio foi banido de passar na TV japonesa a partir de março de 2011, por causa de traumas recentes: quando Gyeron chega aqui na Terra, ele pousa no mar, criando grandes ondas que acabam com uma usina de energia no litoral. Sim, é bem similar ao acidente nuclear de Fukushima...

Mas o episódio ainda pode ser visto online (na Amazon Prime eu vi que tem, talvez no canal da Tsuburaya no Youtube, mas provavelmente deve ter bloqueio de IP pra fora do Japão) e nos DVD Box de Ultraseven; não é como o OUTRO episódio banido da série, que foi oficialmente removido da cronologia...



E o post de Halloween foi com ficção científica da boa...e também serviu pra eu ter a chance de enfim retornar!  Eu PRECISAVA MUITO desse tempo pra repensar muitas coisas. Agora estou de volta. Retornei como um CUEIO. Mas retornei!

E ainda dá tempo de fazer um bolo...este ano este blog fez 10 anos!

Tenho coisas a falar. Ouçam o CUEIO! EU VOLTEI! :3

Links:

Imagem de abertura - DevianArt

Imagem de fechamento - Pixiv

Super Weapon R-1 - Ultraman Wiki


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quinta-feira, dezembro 24, 2015

NADA PRA FALAR, MUITO PRA DIZER: Pétalas [Comic Review]




Quanto mais universal é uma idéia, mais facilmente ela pode ser transmitida para outros. E há certas idéias e conceitos que são comuns a todos os povos deste planeta (talvez em outros também, muito provavelmente). E que melhor mensagem pra se passar adiante, especialmente nesta época caótica, do que ser generoso para com o próximo?

É sobre isso que Pétalas trata, sem dizer uma só palavra: Generosidade.

terça-feira, dezembro 08, 2015

ROCAMBOLESCO! Le Chevalier e a Exposição Universal! [Book Review]




SIM, ATÉ QUE ENFIM! O primeiro review de livro E também de material da AVEC Editora, parceira deste humilde blog em evolução constante. E eu queria MUITO fazer esse review de forma a fazer vocês se interessarem por este livro. Afinal, foi ele que me convenceu a pedir a parceria de uma editora pela primeira vez desde que criei o nobumami...e acho que vou conseguir fazer isso, pra dar mais um passo nessa nova fase. Vamos lá!

sexta-feira, outubro 09, 2015

sexta-feira, outubro 02, 2015

Sexta Sugestiva: (Quase) Toda Sonora!

SIM, É SEXTA F*CK*NG FEIRA!!! E eis umas dicas pra começar o fim de semana, coisas simples, mas que (vocês já sabem disso) valem a pena. Não é muito, mas vale OURO! E nesta semana é quase tudo podcast, mas é bom!

quarta-feira, setembro 30, 2015

DRAGÔNICO! Parceria com a Editora Draco!


Ninguém chega a nenhum lugar sozinho. É, nem mesmo eu.

Por isso, amigos e aliados são importantes. E, pra um novo nobumami, com uma nova e melhor visão da sua proposta original, novos amigos são importantes pra se chegar a um novo estágio de evolução...

terça-feira, setembro 22, 2015

[Review] Star Wars: O Esquadrão Perdido - Se tem Darth Vader, é BOM!



Teve uma época que eu gostava de Star Wars. Teve uma época que eu achava a coisa mais babaca. E hoje em dia, alguém em especial me ensinava a gostar de novo. É, talvez eu goste, no fim das contas...e eu peguei algum material pra dar uma olhada.

Esta é uma das edições fechadas da Panini com o antigo "Universo Expandido" publicado por anos pela Dark Horse Comics até a Disney assumir o material de Star Wars. Pra efeitos de cronologia (e não engessar as possibilidades para o vindouro Episódio VII), esse VASTO material NÃO É considerado canônico mais. Porém, isso não quer dizer que esse material ficou ruim, bem pelo contrário: a Dark Horse sempre tratou esse material com respeito ao que aparece, e por isso muitos fãs andam contando os trocados e fazendo malabarismos com sabres de luz de plástico no sinal pra poder comprar a luxuosa coleção da Planeta D'Agostini compilando todo esse material extra. Tem muitas histórias boas nele, e vale o investimento, se você for MUITO fã.

Já eu, como ainda sou um fã meio padawan abandonado pela Mestra e meio na dúvida, peguei um material fechado da Panini em um só volume. E foi uma boa compra mesmo; Star Wars - O Esquadrão Perdido foi um bom uso dos R$16,90 que paguei. O que me convenceu foi ver na capa o nome DELE.

Sim, de Darth Vader! O. VILÃO. MAIS. FODA. DA. HISTÓRIA. EVAH!





E sim, ele é o protagonista dessa história, que se passa pouco depois do Episódio III, uns 19 anos antes da Batalha de Yavin, ou seja, do Episódio IV, com um Anakin que recém tinha se tornado Vader, com o poder mas ainda sem a experiência que o tornou o grande ícone que conhecemos. Ainda atormentado por pesadelos sobre o que poderia ser sua vida com Padmé, ele recebe uma missão do Imperador Palpatine: encontrar e "resgatar" o almirante Garoche Tarkin, filho do Grande Moff Tarkin (sim, aquele da recente trilogia de livros) que desapareceu sem vestígios. Devido a importância e utilidade do Tarkin Sênior pro Império, Palpatine manda Vader atrás do Júnior pra "resgatar" ele...pra terra dos pés-juntos; afinal, um Tarkin enfurecido seria mais eficiente em seus avanços de conquista em nome do Império.

Junto ao Capitão Shale, indicado por Tarkin Sênior e mais dois batalhões da Divisão 501, Vader segue atrás do Tarkin Jr...

É um história bem competente. Arte OK, nada de espetacular. O argumento idem. Não rola nada assim fora do comum e esperado de um personagem como Vader. Mas é tudo feito com o capricho que a Dark Horse sempre manteve com a franquia. Mas o que foi interessante de se ver é nosso Lorde Sith favorito ainda lutando e agindo de forma um pouco mais ativa como quando era só o Anakin e antes de ser o estiloso Vader de vez. O final é um tanto previsível, mas ainda assim é algo bem competente.





Arte simpática de Renata Castelanni.
Acho que as partes que mais simpatizei foram os momentos de delírio de Vader em que ele sonha com como seria sua vida com Padmé se ele não tivesse caído pro Lado Sombrio...sabem, o que me fez começar a ODIAR Star Wars foi justamente o monte de maluquices que o Lucas fez no Episódio 1 e que seguiram pelo 2 e pelo 3. Fiquei com asco de SW a ponto que uma menção de mid-clorians (que apelidei de "partículas da PQP") e/ou Jar Jar Binks (o PIOR. COADJUVANTE. EVER.) já me tirava do sério. Mas se tem algo que eu gostei foi de ver esse lado humano (ainda que muitas vezes babaca) de Anakin e o que o fez cair e virar o Vader que tanto admiramos. Não sou dos que acha que TODO vilão funciona "humanizado" (e nem todos dão pra isso mesmo), mas pro Vader isso funcionou, mesmo o Lucas quase ferrando tudo ao tentar esse recurso...


Enfim, finalizando: Star Wars: O Esquadrão Perdido não vai mudar muito seu nível de fã de Star Wars pra cima ou pra baixo, mas é um quadrinho que funciona muito bem, pois TODO MUNDO conhece o personagem, e sabe o que esperar de uma história com ele. E esta revista entrega isso. 



Sei bem que Lorde Vader acharia minha falta de fé em Star Wars...perturbadora. Ainda mais que sou um cara que deixou o "Lado Sombrio" de lado. Mas independente disso, ainda sei apreciar um quadrinho competente. E é o que temos aqui. Uma boa leitura. Não é espetacular, mas convence.

Você pode encontrar essa revista no site da Panini, ou perdido em algumas revistarias e bancas (o meu achei na Geek da Cultura de POA). 

Ah, sim! Visitem o DeviantArt da Renata Castellani, que tem mais dessas artes legais de Star Wars pra vocês darem uma olhada, OK? Agora se me dão licença, vou procurar meu headphone...Não, não é fone de ouvido, é HEADPHONE



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